sábado, 28 de setembro de 2013

Doença do Carrapato - Erliquiose Canina

A Erliquiose canina está entre as mais graves doenças infecciosas que acometem os cães! Vamos entender mais sobre ela e ficar atento aos seus sinais.


Como os cães adquirem a Erliquiose???

O principal mecanismo de transmissão da Erliquiose é através da picada do carrapato contaminado. O carrapato, Riphicephallus sanguineus, ao picar um animal contaminado ingere uma "espécie de bactéria", a Ehrlichia sp, e/ou o Anaplasma platys; quando ele pica outro cão inocula a secreção salivar infectada nesse cão que anteriormente estava saudável.



Como ocorre a doença???

A "bactéria" transmitida pelo carrapato parasita as células do sangue dos cães e as destrói. A partir daí a doença pode apresentar 3 fases: aguda, assintomática e crônica. 


  • Fase Aguda: Nessa fase a doença circula pelo organismo do animal atingindo diversos órgãos como por exemplo: fígado e baço, podendo causar aumento desses órgãos. Os sinais clínicos mais comumente apresentados são: a falta de apetite (anorexia), tristeza (depressão), perda de peso, febre, anemia, e algumas vezes sangramentos;
  • Fase Assintomática: como o próprio nome diz nessa fase o animal não apresenta sintomas claros da doença, mas isso só ocorre se ele estiver bem imunologicamente falando. O animal pode permanecer com a doença por longos períodos. Quando o sistema imunológico estiver deficiente ou quando o animal for novamente parasitado por carrapatos a doença pode se reagudizar;
  • Fase Crônica: A doença atinge essa fase quando o sistema imunológico do animal não consegue debelar a infecção, e/ou quando o animal não é tratado adequadamente. Nessa fase ocorre uma anemia muito severa que debilita todo o organismo do animal, deixando-o susceptível a outras doenças. Muitas vezes nesses casos é necessário transfusão de sangue sucessivas, e os animais podem vir a óbito se não forem tratados rapidamente.

Como previnir???

A prevenção da contaminação dos animais por carrapatos é a melhor maneira de assegurar que o seu amigo de estimação não adquira a doença. É muito importante que saibamos que 90% dos carrapatos está no ambiente e não no animal, e por isso banhos sucessivos com carrapaticidas nos animais sem fazer o controle ambiental não é eficaz para debelar a infestação. Também é importante  lembrar que os produtos de banho são bastante tóxicos e que tem uma ação negativa nas células de defesa dos animais, deixando-os com a imunidade comprometida, facilitando a ação da bactéria no sangue. Além disso devemos fazer uso apenas de produtos com indicação para cães e não de produtos de uso em outras espécies, como de bovinos por exemplo.
Os produtos pour-on, aqueles óleos que são usados no dorso dos animais, são bastante seguros e eficazes e são uma das melhores alternativas para controle dos carrapatos nos animais, deixando os produtos de pulverização para o uso no ambiente.

A qualquer suspeita da doença e/ou casos de infestação procure um veterinário de sua confiança, só ele pode indicar os produtos adequados e garantir um tratamento eficaz.


Fonte de pesquisa: 

  • Botelho, M.C.S.N. Normalização das alterações clínicas e hematológicas em cães com Ehrlichiose submetidos ao tratamento com doxiciclina. Rio de Janeiro, 2010.
  • caofacil.com.br

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Toxoplasmose - A Doença dos Gatos

A toxoplasmose é uma doença infecciosa causada pelo protozoário Toxoplasma gondii. Ocorre tanto no homem, como em animais de companhia, de produção e silvestres. OToxoplasma gondii possui três formas infectantes em seu ciclo de vida: oocisto, bradizoítos contidos em cistos, e taquizoítos. É na primeira forma – oocistos - que os felinos têm sua participação.
O  Mito Sobre o Gato
Apenas 1% dos gatinhos transmite a toxoplasmose e, para isso, eles precisam estar doentes e, principalmente, na fase de eliminação dos oocistos. O gatinho contrai o toxoplasma quando come carne crua ou mal passada ou, ainda, se ele comer insetos, ratos, lagartixas que contenham cistos do protozoário. É importante saber que adquirir toxoplasmose de gatos é muito raro e o animalzinho não é a principal fonte de transmissão.

Geralmente, o gato que contraiu toxoplasmose, irá eliminar os oocistos (“ovinhos” do toxoplasma) apenas uma única vez e por apenas 15 dias durante toda a sua vida. Esta eliminação ocorre 10 dias após o gatinho ter sido infectado. Para que você se contamine com o toxoplasma, você precisa comer a forma infectante, que nada mais são que os ovinhos germinados presentes nas fezes do gato contaminado. Ou seja, você precisa que as fezes do gato tenham contato com sua boca. E tem mais, as fezes do gato infectado precisam ter contato com sua boca depois de 48 horas que o gato tenha defecado, caso contrário, os “ovinhos não germinam” e o ciclo não se completa!

Apesar de gatos e outros felinos serem os hospedeiros definitivos (ou seja, somente neles haver a reprodução dos parasitos), menos de 1% da população felina participa da disseminação da doença. Eles só podem transmitir a toxoplasmose através de suas fezes, meio pelo qual expelem os oocistos (ovos) da toxoplasmose, provenientes da ingestão dos cistos que ficam no tecido de animais como ratos e pássaros.
Mesmo assim, estes oocistos só podem infectar uma pessoa ou outro animal se eles estiverem “esporulados”. Este processo de esporulação só é possível se o oocisto permanecer exposto a temperaturas acima de 36ºC por no mínimo dois dias, quando então, se torna infectante. E o mais importante: para transmitir a toxoplasmose, este oocisto deve ser ingerido.
Portanto, o simples contato com o animal, com seu pelo, ou até mesmo com suas fezes “frescas” são insuficientes para levar a uma infecção por toxoplasmose- razão pela qual as infecções por contato direto com gatos excretando oocistos são extremamente improváveis.
Em geral, os gatos defecam e enterram suas fezes em terra fofa ou areia. A menos que o gato esteja doente, pouco ou nenhum resíduo fecal fica aderido à região perianal. Isso se deve aos seus cuidadosos hábitos de limpeza.

Formas de transmissão

A via mais frequente da transmissão da toxoplasmose ocorre por meio da ingestão de carnes cruas ou mal cozidas, ou ainda verduras mal lavadas, recém-colhidas em um pasto aberto. A infecção pela carne pode dar-se ainda pela manipulação da carne crua, ou contato com superfícies contaminadas de preparação de alimentos, facas e outros utensílios.
Os grupos populacionais mais expostos ao risco de infecção por Toxoplasma são as crianças de baixa idade e as pessoas que não apresentam sorologia positiva para toxoplasmose, principalmente quando manipulam carnes e produtos cárneos crus.

Saiba mais sobre a relação entre os gatos e a toxoplasmose


Essa informação equivocada, e infelizmente, já disseminada na sociedade, certamente configura um dos grandes motivos que acarretam em abandono, maus tratos e principalmente, o aumento do preconceito em relação aos felinos.Chamada por algumas pessoas pelo triste apelido de “Doença do Gato”, a toxoplasmose ainda é uma doença cercada de mitos quanto à sua infecção, principalmente quando se trata da participação dos gatos. Muitos permanecem com a crença de que a proximidade com felinos de origem desconhecida representa um alto risco para contração da toxoplasmose.

O fato, por exemplo, de a toxoplasmose trazer implicações sérias para o feto quando contraída durante a gravidez alimenta ainda mais reações negativas em relação a esses animais. Entretanto, o contato com os gatos - mesmo que sejam os principais hospedeiros da doença - representa ameaça praticamente nula de transmissão da toxoplasmose. 

Toxoplasmose nos gatos – sintomas?

Nos gatos, a doença é pouco frequente e os sintomas clínicos são, na maioria das vezes, inespecíficos e difíceis de identificar. Porém, quando infectados, eles podem apresentar depressão, anorexia (falta de apetite), febre, efusão peritoneal (acúmulo de líquido no abdômen), icterícia (pele mucosas amareladas) e dispnéia (falta de ar). É possível também haver alterações oculares, como uveítes, e, em fase mais avançada, sintomas neurológicos como convulsões, tremores e paralisias.
Cabe lembrar que estes sintomas da toxoplasmose aparecem com mais frequência em filhotes, idosos ou animais com sua imunidade comprometida.

Formas de prevenção da toxoplasmose

Para prevenir-se da infecção por toxoplasmose, são recomendadas ações simples, como:
  • Manter boa higiene e lavar as mãos depois de manipular aqueles alimentos crus;
  • Todos os utensílios e equipamentos que entram em contato com carne crua devem ser cuidadosamente lavados com água e sabão;
  • A medida preventiva mais importante consiste no cozimento adequado: os cistos morrem se a carne for inteiramente submetida a uma temperatura de 65ºC e mantida nessa temperatura durante 4 a 5 minutos;
  • A rotina de lavar as mãos antes de se alimentar deve ser adotada. Luvas devem ser utilizadas quando houver a necessidade de se trabalhar com terra ou areia, pois podem estar contaminadas com fezes de gatos;
  • Os gatos domésticos devem ser mantidos no interior de residências com o mínimo de contato com o meio externo, com alimentação controlada e a oferta de ração ou alimentos que sofreram tratamento térmico adequado;
  • As fezes dos gatos e o material de forração de seus leitos devem ser eliminados diariamente, antes que os oocistos tenham tempo de esporular;
  • Quando se utilizam caixas de areia para a defecação dos gatos, estas devem ser tratadas periodicamente com água fervendo, para destruir os oocistos eventualmente existentes;
    *Os gatinhos devem ser vermifugados e vacinados periodicamente;
    *Leve sempre seu gatinho ao veterinário;
  • Os tanques de areias para recreação de crianças devem ser cobertos quando não estão em uso, ou cercados de modo a impedir o acesso de gatos;
  • Combater vetores mecânicos (insetos, principalmente baratas), pois eles também são responsáveis pela contaminação de produtos de origem animal e vegetal.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Gripe Canina


Riscos de contrair a doença são maiores no inverno

Assim como ocorre com a gripe humana, os casos de Tosse dos Canis (traqueobronquite infecciosa canina) são mais frequentes com a chegada do inverno e as mudanças bruscas de temperatura.
Com a proximidade do inverno, os proprietários de cães devem ficar atentos, pois as baixas temperaturas registradas nesse período criam um ambiente favorável à manifestação da “gripe canina” ou “tosse dos canis”.
A “traqueobronquite infecciosa canina” é uma doença específica do sistema respiratório de cães, de manifestação aguda e extremamente contagiosa. Os causadores da “tosse dos canis” são o vírus da Parainfluenza, o Adenovírus Tipo 2 e a bactéria Bordetella bronchiseptica. Tais agentes podem atuar sozinhos ou em conjunto.
Independentemente da faixa etária, os animais sadios, após o contato com cães doentes, ou por inalação de gotículas do ar que contenham pelo menos um dos agentes, podem desenvolver os sintomas e servir de fonte de infecção para outros animais.
Canis ou quaisquer outros locais com alta concentração de animais (como parques, exposições, entre outros)  proporcionam um ambiente para a disseminação da doença.
É possível, porém, que o animal seja infectado durante um simples passeio; basta que ele entre em contato com um animal doente. Por esse motivo hotéis para cães, por exemplo, têm se recusado a aceitar animais não vacinados contra a “traqueobronquite infecciosa canina”. 
Um dos principais sintomas da “gripe canina” é a presença de uma tosse, geralmente seca, forte e persistente que pode ser agravada após algum esforço físico, causando dificuldades respiratórias e ânsia de vômito. O sintoma pode persistir por alguns dias e, em certos casos, por até duas ou três semanas.
Os cães podem apresentar febre, secreção ocular, desânimo, falta de apetite e dificuldade respiratória, levando a perda de peso.
Os cães que apresentem os sintomas acima devem ser levados ao médico veterinário, para avaliação de suas condições e escolha do melhor tratamento.

Existem maneiras de se evitar

O médico veterinário é o único profissional apto a definir o melhor tratamento de um animal doente, dependendo do seu estado clínico no momento da consulta.
Para prevenir a “gripe canina”, são imprescindíveis a limpeza adequada do ambiente, e a vacinação. Evitar a exposição do animal às mudanças bruscas de temperatura e aos ambientes úmidos também ajuda a mantê-lo saudável.
Existem vacinas que auxiliam na proteção contra a “tosse dos canis”, a BronchiGuard® e a Bronchi-Shield III . A BronchiGuard® é uma vacina injetável, e por isso pode ser implementada facilmente em qualquer programa vacinal. A Bronchi-Shield III é uma vacina intranasal, composta pelos três agentes envolvidos na “tosse
dos canis”, e que dispensa o uso de agulhas. Além de ser indolor, é uma ótima alternativa quando procuramos por uma proteção rápida.
É fundamental proteger o animal precocemente, a partir dos dois meses de idade, antes que ele entre em contato com os agentes causadores da enfermidade. Em qualquer situação é recomendável consultar o médico veterinário sobre o esquema de vacinação ideal para manter o cão saudável.

©Copyright Fort Dodge Saúde Animal Ltda. Todos os direitos reservados. Material Produzido MAR/2013

POR QUE O GATO RONRONA?


O ronronar dos gatos é comparado ao sorriso dos humanos. Os gatos podem ronronar em muitas situações, desde experiências que proporcionam prazer, angústia, euforia, felicidade, medo, desejo de alguma coisa, até diante de uma enfermidade crônica. Os gatos aprendem este tipo de comunicação quando neonatos ao se comunicarem com a mãe. Existem muitas teorias que explicam a origem, incluindo vibração das falsas cordas vocais quando inspiram ou expiram, o som do sangue circulando pela artéria aorta, ressonância direta dos pulmões entre outras. Atualmente acredita-se que o ronronar é o resultado de impulsos rítmicos produzidos por sua laringe, esta vibração faz com que o gato libere endorfina, causando uma sensação instantânea de bem-estar.

Fonte: Folder da Agener União: Saúde dos Gatos, Fique de Olho.

sábado, 25 de agosto de 2012

Rotina de Ordenha Higiênica

Uma boa rotina de ordenha higiênica confere um leite limpo, não ácido, e mais saudável, vamos ver o passo a passo.
Retirar a sujeira seca com a mão e estimular a descida do leite.

Fazer o teste da caneca de fundo negro, aproveitando os três primeiros jatos de leite.

Observar se há grumos no leite de cada teto.

Fazer o pré-dipping com solução clorada ou iodada adequada para essa finalidade.

Esperar cerca de 30 segundos e secar com papel toalha.

Colocar a ordenhadeira ou ordenhar manualmente



Aplicar a solução de pós-dipping que pode ser a mesma do pré-dippind.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Perigos caseiros para Cães e Gatos

Da mesma maneira que os pais devem tornar uma casa segura para as crianças, os proprietários de cães e gatos devem tomar cuidados para evitar acidentes caseiros com seus animais. As dicas a seguir ajudarão a garantir que o animal de estimação possa desfrutar de uma vida feliz, longa e sem acidentes.


EM VOLTA DE CASA

  • Proteja janelas e varandas de forma a evitar quedas.
  • Cachorros e gatinhos gostam de mastigar quando os dentes estão nascendo, por isso, mantenha fios elétricos desligados ou protegidos. Há uma duas semanas atendemos um cachorrinho que roeu i fio do ventilador, sofreu um grande choque elétrico e ficou com sequelas irreparáveis.
  • Sacos plásticos são divertidos para brincar, mas podem asfixiar o seu animal.
NA GARAGEM

  • Antes de tirar o carro verifique onde está o seu animal de estimação, eles adoram ficar embaixo dos carros. Os gatinhos mais afoitos podem até entrar no motor do carro ou se esconder no eixo das rodas. Também chamo a atenção para os animais idosos, com mais de 7 anos, porque a audição vai diminuindo e agilidade também, já tivemos caso de atropelamento de cães por seus donos, porque os donos confiavam que ao ouvir o barulho do carro o cachorro sempre se levantava rapidamente e saia, mas o mesmo cachorro acabou sendo atropelado duas vezes na garagem de casa.
NA COZINHA, LAVANDERIA E BANHEIRO

  • Nunca deixe ferros elétricos ligados.
  • Alguns agentes químicos, como água sanitária ou amônia, devem ser guardados em lugares não acessíveis.
  • Mantenha fechada a tampa da máquina de lavar.
  • Mantenha fechada a tampa dos vasos sanitários.
  • Medicamentos, xampus, protetores solares e outros produtos de uso pessoal podem ser fatais para o animal de estimação. Não deixe em local acessível.
NO JARDIM

  • Algumas plantas de exterior podem ser venenosas para o animal de estimação. Ex. planta conhecida por "comigo ninguém pode", e a "espirradeira".
  • Mantenha o animal de estimação longe de jardins tratados recentemente com produtos químicos.
  • Cubra piscinas, tanques ou outros locais dessa natureza. O animal pode cair e não conseguir sair.
  
 Com esses cuidados poderemos dormir tranqüilos!!!!!!












Fonte de pesquisa: Revista VetNews, ano XIII, número 81, Mai/Jun 2006.

Por que os Cães têm medo de fogos de artifício?

Os cães têm uma capacidade auditiva bem maior que os humanos, por isso a explosão de fogos de artifício, comum durante os festejos juninos, é ouvida de forma bem mais intensa por eles que por nós. Isso acarreta reações que vão desde euforia a pavor. Por isso se seu cão já apresentou reações indesejáveis a festejos, coloque-o em um local mais tranquilo, onde a intensidade do barulho seja menor, ou procure seu veterinário ele pode prescrever calmantes leves como fitoterápicos, tratamentos com Florais de Bach, entre outras opções.


Esta é Teka, de Tamires e Ana.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Cuidados com seu CÃO

A HISTÓRIA DE MEL


Amigos criadores, todos os donos ou donas de cães que vêm consultar seus "amigos peludos" comigo ou que passam por aqui para tirar as suas dúvidas, escutam de mim o que muitos outros veterinários também aconselham:


NÃO DÊEM COMIDA CASEIRA AOS SEUS CÃES!!!!!!!!!!!!!!


E muitos me perguntam: por que?


Eu poderia listar uma série de argumentos, como por exemplo, os alimentos que preparamos para nós contêm uma série de temperos que não fazem bem ao seu animal de estimação, nossa alimentação não supre as necessidades nutricionais dos cães podendo levá-los a ter problemas de saúde no futuro, e tantos outros, mas hoje quero chamar a atenção para outra coisa, observem a foto abaixo:




Esse osso de galinha ou frango, com 3 centímetros de comprimento (como vocês podem observar), com ponta perfurante passou 11 dias preso no esôfago de Mel, uma pequena Pinscher de 4 meses. Durante esse período, Mel tentou expelir esse corpo estranho, provocando vômitos que a deixavam cada vez mais desidratada. Por causa da localização do osso em seu esôfago ela não conseguia ingerir nem água, nem alimento, e a cada dia ficava mais debilitada. 


Após a retirada do osso, Mel passou por antibiótico terapia prolongada, e se recupera bem.


Agora peço a vocês que imaginem se esse osso, desse tamanho, tivesse ficado numa posição ainda pior do que a que ficou, ou se o mesmo tivesse passado ao estômago ou intestino, e estivesse perfurando, e se causasse uma laceração de estômago ou intestino, poderia causar uma infecção generalizada, e se não fosse feito o tratamento cirúrgico a tempo, poderia causar a morte.


Então caros criadores, não vamos facilitar, acostumem seus amigos de estimação a comer o que lhes é adequado, as rações são balanceadas, suprem as necessidades e não trazem riscos a saúde e bem estar deles.


Mel com sua proprietária, Lilia, 8 dias após a retirada do osso do esôfago.


Mel agora só come ração, boa sorte, Mel!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Curiosidades sobre as raças de cachorros

Vamos conhecer um pouco mais sobre as raças dos nossos amigos, e hoje vamos saber sobre uma raça encantadora e que vem conquistando o coração dos pauferrenses, o LABRADOR.



A Origem: Acredita-se que esta raça, apesar do nome de “Labrador”(uma província do Canadá), seja originária da ilha canadense de Terra-nova (a mesma ilha de origem do cão Terra-nova). Esta ilha, ricas em recursos pesqueiros teria atraído vários colonos europeus interessados em explorar suas águas, estes colonos por sua vez teriam levado consigo seus cães, ancestrais do labrador retriever de hoje. Se estes cães, que ajudavam na pesca, eram nativos das Américas, da própria ilha ou talvez da parte continental vindo daí o nome de labrador, ou se teriam sido trazidos da Europa, não se sabe com certeza, mas o ambiente inóspito de Terra-nova, a grande atividade de exploração do mar e o emprego destes cães como auxiliares em barcos pesqueiros ajudaram a moldar o labrador de hoje. Alguns acreditam que a raça se manteve pura desde de seus ancestrais canadenses, outros sustentam que, depois de sua introdução na Grã-Bretanha, eles teriam sido misturados com outras raças , especialmente o pointer.

Mais tarde, no século XIX, estes cães teriam sido vistos pelo Conde de Malmesbury que ficou impressionado com a raça, importando alguns para a Inglaterra. Uma vez na Inglaterra a atividade pesqueira foi substituída pela caça esportiva. A grande inteligência do labrador, seu olfato apurado e “boca macia” (segura e carrega as aves abatidas pelos caçadores sem danificá-las, nem a carne, nem as penas) fizeram dele um dos melhores retrievers conhecidos. É especialista em caçar aves, principalmente em regiões pantanosas, onde sua habilidade como nadador se mostra de grande valia na hora de recolher a caça que caiu na água.


Características: Possui um excelente temperamento, é companheiro, fiel e está sempre procurando agradar ao seu dono.

O aspecto geral do Labrador é o de um cão de constituição robusta, curto e sólido, muito ativo, de lombo e traseira largos e robustos, de pêlo curto, aderente e sem franjas, com presença de um espesso subpêlo. Os olhos são de tamanho médio, expressam inteligência e bom temperamento, de cor castanha ou avelã. A pelagem é uma característica importante da raça. É curta, espessa, sem ondulação. É muito dura ao tato, e apresenta um subpêlo resistente à água.

A cauda, grossa na base, é outra característica própria da raça. De comprimento médio, a cauda está praticamente desprovida de franjas, mas é inteiramente coberta com a pelagem característica do Labrador: curta e espessa.

As cores são o preto, o fígado (chocolate) e o amarelo. Esta última, pode variar entre o vermelho e o creme. A cor é uniforme e não deve apresentar pintas ou manchas.O tamanho do Labrador varia de 55 à 57 cm. na altura da cernelha, para os machos, e de 54 à 56 cm. para as fêmeas.

A raça, devido a sua grande adestrabilidade (ocupa a 7ª colocação no ranking de inteligência canina de Stanley Coren) se tornou uma das raças mais utilizadas como cães-guia no mundo, além disso, seu olfato apurado faz dele um bom rastreador, treinado para encontrar drogas e um bom cão de salvamento, treinado para encontrar pessoas soterradas em todo o mundo.

Esse na foto comigo, é o Boris, de Roberto e Ana Paula, na época com uns 4 meses.




segunda-feira, 9 de maio de 2011

ESCOVAR OS DENTES DOS CACHORROS?? POR QUÊ??

ESCOVAR OS DENTES DOS CACHORROS?? POR QUÊ??
         Talvez você ainda não saiba, mas a saúde dos dentes do seu peludo é muito importante e pode garantir muitos anos de vida a mais para ele, além de tornar o convívio entre vocês mais agradável.
VAMOS ENTENDER MAIS SOBRE A DENTIÇÃO DOS CÃES
- QUANTOS DENTES O CACHORRO TEM?
Os filhotes possuem 28 dentinhos de leite. Isso mesmo, os filhotes possuem dentes de leite que começam a cair por volta dos 3 meses e meio de idade. Logo em seguida começam a aparecer os dentes definitivos que na maioria das raças são 42. O cães costumam estar de “dentadura” totalmente nova, ou seja, com os dentes definitivos totalmente posicionados por volta dos 7 meses de idade.
- VOCÊ SABIA QUE DENTES LIMPOS GARANTEM MAIS ANOS DE VIDA PARA O SEU AMIGO?
A falta de escovação da boca do seu peludo causa mais do que o famoso bafo-de-onça, ela ajuda na proliferação de bactérias que criam as placas bacterianas, o acúmulo de tártaro (uma crosta amarelo-amarronzada que aparece principalmente nos dentes caninos e molares dos cães), e mais do que isso, podem provocar doenças em outros órgãos do corpo dos nossos amigos peludos, como infecções no coração, doenças no fígado e nos rins.
Tal como nós, nossos peludos podem desenvolver doenças na boca, pela falta da escovação e pela falta de tratamento em um veterinário. Algumas destas doenças são:
Gengivite: inflamação das gengivas que pode se transformar em periodontite. Os sintomas da gengivite são sangramentos e vermelhidão da gengiva, desconforto e dor, além de dificuldade em mastigar.
Periodontite: mais séria do que a gengivite, a periodontite é uma infecção que pode se espalhar pelos tecidos e pelos ossos em que as raízes dos dentes se prendem. O comprometimento destes ossos pode levar a perda dos dentes e é irreversível.
- E QUE O TÁRTARO ACUMULADO NOS DENTES DOS CÃES PODEM CAUSAR INFECÇÕES QUE PODEM LEVAR A MORTE?
Uma boca doente não se resume apenas a um bafinho ruim, nem mesmo se resume apenas a boca do seu cão. O coração, o fígado, os rins, o trato intestinal e até as articulações de nossos amigões podem ser afetados. O tártaro e a infecção da boca contêm várias bactérias que podem se espalhar e se desenvolver em outras partes do corpo. Somente o cuidado regular dos dentes do seu cão e visitas periódicas ao veterinário podem prevenir problemas mais sérios.
- VOCÊ SABIA QUE NÃO SE PODE USAR PASTA DE DENTES DE HUMANOS EM CÃES?
É preciso lembrar que o cão não tem como enxaguar a boca e cuspir a pasta de dente, como a gente faz. O flúor contido na nossa pasta de dente faz mal se for engolido, e os componentes da pasta de dentes humana (como alguns detergentes, por exemplo) podem causar irritações no estomago dos nossos cães.

- A ESCOVA DE DENTES TAMBÉM PRECISA SER ESPECIAL.
Os cães têm a gengiva bastante delicada e sensível. Usar uma escova de dentes inadequada pode machucá-los, causando desconforto e dor. O ideal é usar uma escova apropriada, ou uma “dedeira” que é uma escova de borracha que você coloca no dedo e massageia e escova os dentes do seu peludo com a maior facilidade.
- MAS QUAL É A MELHOR IDADE PARA COMEÇAR A ESCOVAR OS DENTES DO CÃO?
De acordo com a American Veterinary Dental Society (AVDS) 80% dos cães com 3 anos de idade possuem alguma doença oral. Quanto mais cedo você começar a ensinar o seu filhote a deixar escovar os dentes, melhor.

Ao ensinar o seu filhote a relaxar e deixar ter seus dentes escovados e a gengiva massageada, você estará contribuindo para que ele tenha uma vida mais saudável, mas também estará desenvolvendo um importante trabalhado na educação e na relação entre vocês dois. Relaxar e deixar o dono “esfregar” a boca é um sinal de confiança e de submissão (no bom sentido) por parte do filhote. Este ritual ajuda a você manter o seu papel de líder, e se for executado de forma correta, diminui as chances do seu peludo se tornar agressivo e fora do controle sempre que tiver que ser examinado, contido, ou manipulado.
Então ATENÇÃO nas dicas para facilitar a escovação:
1° - Inicie abrindo a boca de seu cão e passando com carinho seus dedos na gengiva dele e em alguns dentes. Repita até que seu amigo sinta-se confortável com essa atividade.
- Introduza na boca de seu cão o dedo coberto por uma gaze e gentilmente esfregue os dentes e gengivas com movimentos circulares.

- Então, você pode começar a usar a escova de dente macia ou dedeira.

- Finalmente, com o seu cão acostumado com a escovação, coloque a pasta de dente para animais na escova ou dedeira. E lembre-se NÃO USE PASTA DE DENTE HUMANA, pois esta poderá causar problemas estomacais no animal.
Fontes:
http://www.limpinho.com.br/article.php?recid=57
         

CICLO DA VERMINOSE


Para combatermos melhor a verminose, devemos conhecer suas fases, nesse folder acima podemos ver como nossos amigos se contaminam e porque muitas vezes eles têm reinfestações.
Qualquer dúvida deixem seus comentários,
Nossa próxima postagem será sobre a importância de um bom controle de pulgas, pois muitos animais têm chegado ao nosso atendimento com a conhecida DAPP - uma alergia a picada de pulga.
Se quiserem sugerir alguma tema, faremos o possível para atendê-los.

Fonte: Folder técnico Shering-Plough.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Vamos combater a verminose!!

O que são vermes? Vermes são parasitos do trato gastrintestinal e de outros órgãos que causam muitos danos a saúde dos animais e dos homens.

Sinais da Verminose:
    - Aumento de volume e dor abdominal;
    - Perda de peso e fraqueza;
    - Falta de apetite;
    - Pêlos sem brilho e quebradiços;
    - Coceira na região anal;
    - Diarréia e vômito;
    - Anemia;
    - Atraso no crescimento;
    - Morte, principalmente em filhotes.

Quais os perigos para o dono do animal e sua família? Os vermes de cães e gatos podem causar várias doenças aos seres humanos. Crianças são muito susceptíveis, pois levam a mão a boca com freqüência podendo ingerir material contaminado.

Como combater a verminose? O combate a verminose só terá sucesso através de consultas periódicas ao médico veterinário, vermifugações constantes dos animais e medidas que controlem a contaminação do meio ambiente, como o recolhimento das fezes e a desinfecção dos pisos e canis.